Nessa segunda historia lembrada e contada pela minha vo’, estava mais ou meno com 7 anos. Neste dia, minha mae havia deixado meu irmao e eu na casa da minha vo’ para passarmos a tarde por la. Ela havia inclusive levado nossas bicicleta para la para nos ocuparmos um pouco e nao ficarmos aperriando nossa avo’.
Naquela epoca, minha avo’ morava numa rua sem saida, e com uma rampina otima no inicio dela, propiciando uma beleza de pista para andar de bicicleta. Passamos a tarde toda jogando bola e andando de bicicleta, mas quando comecou a escurecer, comecei a me perguntar pela minha mae.
“Vo’, cade mamae? Quando ela chega? Vai demorar?”
E minha avo’, como ela mesma diz, “com paciencia de jo’”, respondia:
“Calma meu filho, jaja sua mae chega.”
Eis que depois de mais uma sessao de sabatinada de perguntas sobre minha mae, minha vo’ encheu o saco e disse:
“Eu ja disse meu filho, jaja’ sua mae chega, agora venha aqui ver como a lua ta bonita hoje! Olhe direitinho pra ver se voce consegue enxergar Sao Jorge nela. Ta conseguindo ver?”
E eu, no auge dos meus 7 anos, respondo com uma voz cetica:
“Vovo’, aquela sao as crateras da lua.”
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